Fique Diva - Conheça o Studio Trança Nagô, salão especializado em tranças sintéticas e cabelos afros: 'O ideal é fazer a manutenção a cada dois meses, no máximo'

12/07/2018 / Publicado por Marina Couto

Conheça o Studio Trança Nagô, salão especializado em tranças sintéticas e cabelos afros: 'O ideal é fazer a manutenção a cada dois meses, no máximo'

Fábio Peixoto junto com as trancistas do Studio Trança Nagô, salão especializado em tranças sintéticas

Fábio Peixoto junto com as trancistas do Studio Trança Nagô, salão especializado em tranças sintéticas

O empreendedor Fábio Peixoto criou um blog para compartilhar dicas sobre cabelos afro e valorizar a cultura negra, que acabou se transformando no Studio Trança Nagô

O empreendedor Fábio Peixoto criou um blog para compartilhar dicas sobre cabelos afro e valorizar a cultura negra, que acabou se transformando no Studio Trança Nagô

No Studio, além do trabalho com tranças, são vendidos acessórios e produtos para cuidar dos cabelos cacheados e crespos

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Para fazer tranças, tem que ter disposição, já que o trabalho é minucioso e pode demorar horas!

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Um dos penteados mais pedidos é a trança nagô com rabo de cavalo

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Quando a demanda aumenta, como final de ano e Carnaval, o Studio atende, em média, 25 pessoas por dia

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A trancista Carolina Elliot trabalha no Studio há dois anos, mas aprendeu a fazer tranças ainda novinha, com a mãe

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Antes de fazer as tranças, é importante hidratar os cabelos para que eles continuem saudáveis depois de tirar os fios sintéticos

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No Studio, as trancistas explicam tudo o que você precisa fazer durante o período com tranças e dão dicas de como lavar e manusear

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O Studio Nagô já atendeu personalidades famosas e ainda já fez editoriais para revistas internacionais

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Você já imaginou criar um salão a partir de um blog? Pois essa foi exatamente a ideia do empreendedor Fábio Peixoto, 31 anos, que decidiu transformar seu espaço virtual no Studio Trança Nagô, dedicado à valorização do cabelo afro e da cultura negra. Localizado em Madureira, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, o salão conta com uma equipe de trancistas (que pode aumentar de acordo com a demanda) e eles deram várias dicas para quem tem vontade de trançar os fios. Confira a entrevista exclusiva para o Fique Diva!

Da internet para o “mundo real”: como surgiu o Studio Trança Nagô

Como a maioria dos jovens conectados, Fábio compartilhava dicas na internet a respeito dos assuntos que curtia, principalmente ligados à cultura negra: “O blog era voltado para tudo que envolvia cabelo, desde produtos de beleza e dicas de cuidados até eventos culturais afro. Eu também gostava muito de fazer trança nos meus fios e não encontrava espaços para trançar. Então, comecei a escrever sobre isso, pesquisar e divulgar lugares que faziam esses trabalhos”.

Só que, como o blog se chamava Trança Nagô, muitas pessoas entravam em contato para saber se a página virtual também tinha um espaço físico. Por isso, alguns anos de conteúdo depois, o Studio Trança Nagô surgiu. “Primeiro, eu e meu antigo sócio alugamos um espaço em uma loja de roupas em Madureira e era tudo emprestado, começamos do zero. Depois que a sociedade acabou, fui para um espaço próprio, menor e só com duas cadeiras. A equipe cresceu e, hoje, em nosso atual endereço, já conseguimos atender oito pessoas ao mesmo tempo. Em época de fim de ano até o Carnaval, quando a demanda aumenta mais, são em média 25 pessoas por dia”.

Dependendo do penteado, a trança pode demorar muitas horas até ficar pronta!

E não vai achando que fazer trança é fácil, viu, diva? “O modelo escolhido pode variar de acordo com a quantidade de cabelo, o formato da cabeça, a nuca, porque tudo isso interfere na hora de trançar. Nem sempre o penteado que a cliente quer é a melhor opção para ela, temos sempre que adaptar a vontade com a possibilidade”, conta Fábio.

Além disso, trançar os fios é um trabalho minucioso que pode levar muitas horas até ficar pronto. Que o diga a trancista Carolina Elliot! Ela, que trabalha no salão há dois anos, aprendeu a fazer as tranças ainda pequena, em uma tradição passada por toda a geração de mulheres da sua casa, e foi se especializando ao longo dos anos. “É um aprendizado diário. Eu mesma já fiquei 12 horas trançando, porque a cliente tinha muito cabelo e eram muitas tranças, mas eu também tinha pouca experiência. Com a prática, é mais fácil reduzir o tempo sem perder a qualidade”. No Studio Trança Nagô, com toda a experiência profissional e habilidade das trancistas, o trabalho também acaba ficando mais dinâmico e bem mais ágil. 

A trança não tem restrições, mas exige cuidados especiais

Deu para notar que para fazer trança tem que ter disposição, certo? A vantagem é que todo mundo pode se aventurar nos penteados trançados, de diferentes tipos. “Quando alguém pergunta sobre ‘trança masculina’, por exemplo, sempre respondo que trança não tem sexo e nem gênero! Basta ter cabelo e comprimento para fazer”, reforça Fábio. Mas, de acordo com a equipe do Studio Trança Nagô, elas exigem cuidados especiais antes e depois do penteado.

Um deles é o tamanho dos fios. O ideal é ter pelo menos de 7 a 8 centímetros de raiz, para que a trancista consiga fazer os penteados. Além disso, hidratar bem os cabelos antes de trançá-los é o básico e a melhor pedida para mantê-los saudáveis antes da manutenção.

 

Pode lavar as tranças? Dá coceira? Saiba mais!

É quase unânime entre as pessoas que querem fazer tranças ter dúvidas sobre a lavagem, se dá para dormir de boa com o penteado e se é possível ter algum tipo de reação ao material. Por isso, todo mundo que vai ao Studio Trança Nagô leva um panfletinho para casa com todas as informações a respeito do novo look.

No entanto, a Carol adiantou algumas dicas valiosas para o Fique Diva. “Para a lavagem, a gente sempre sugere diluir o shampoo com água, para penetrar com mais facilidade e não acumular na raiz. Também pode fazer a assepsia com um lenço umedecido, para evitar de lavar os fios sempre, porque eles demoram para secar”.

E mais, diva: o tempo de manutenção das tranças é de, no máximo, dois meses! “Muitos achavam que podiam ficar com as tranças por 3 meses ou mais, só que é impossível. Acumula muita poeira, resíduos de produtos… De um mês e meio a dois meses é o ideal”.

Jumbo, kanekalon ou lã: qual é a melhor opção?

Entre os materiais usados para tranças, o jumbo é o mais coringa de todos: “O jumbo costumava ser o mais caro de todos, mas isso tem mudado e, com ele, é possível fazer todos os tipos de tranças”, conta Fábio.

Ainda segundo o empreendedor e dono do Studio Trança Nagô, a lã é a melhor opção para quem tem fios alisados ou quimicamente tratados, por ser um material mais poroso, que não escorrega. Já o kanekalon é um pouco mais pesado e tem menos volume, mas a escolha depende muito do estilo de vida e do objetivo da cliente.

 

A trança é uma ótima opção para quem está em transição capilar ou quer mudar o visual

Se você está em transição capilar e não sabe como lidar com o cabelo natural, a trança pode ser uma boa alternativa. “A trança é muito indicada para a transição, porque a pessoa acaba não tendo que lidar com o cabelo dela, fica escondido. Então, cada vez que ela tira é uma novidade, uma textura diferente. Não fica aquela neura do cabelo crescendo” explica Carol.

Mas, se você já passou pela transição e quer experimentar as tranças, pode ir sem medo. E Fábio deixa um recado para as leitoras: “O maior problema é quando você só se vê bonita de um jeito, principalmente para quem tem o costume de alisar os fios. Aí você passa por todo um processo de deixar e aceitar o seu cabelo natural e percebe que pode ser bonita de qualquer forma, com o cabelo alisado, cacheado, crespo ou com trança”.

 

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