17/11/2017 / Publicado por Vitória Quirino

Especial Dia da Consciência Negra: Luany Cristina conta como a transição capilar foi importante para o seu empoderamento

No dia 20 de novembro celebramos o dia da Consciência Negra no Brasil e nossa diva Luany Cristina contou algumas vivências de mulher negra

Luany passa na educação da filha algumas instruções sobre amor-próprio e tenta explicar como agir em situações de preconceito

A afirmação de ser negra e ter orgulho de suas características foi diferencial em na vida de Luany Cristina

O caso de racismo mais recente em que Luany Cristina foi vítima aconteceu em um festival de música bastante conhecido

Luany Cristina acredita que o importante é tentar fazer as mudanças para que as crianças vivam uma sociedade melhor

Luany Cristina espera que um dia possa haver igualdade entre as raças

No dia 20 de novembro celebramos o dia da Consciência Negra no Brasil, o feriado, que apenas começou a valer nacionalmente em 2011, é dedicado à inserção do negro na sociedade brasileira. Em 2017, a abolição da escravatura completa 129 anos e, mesmo assim, as evoluções para o povo negro ainda não foram suficientes para a completa libertação do preconceito de classes, dos padrões estéticos e do racismo. Nossa influenciadora Luany Cristina, do blog Diva do Black, contou algumas experiências sobre sua vivência como mulher negra. Fica ligada!

A transição capilar foi essencial para o reconhecimento

A influenciadora digital conta que em sua família nunca houve conversas sobre temas raciais e como seus irmãos são de pele mais clara, ela também se via da mesma maneira. “Eu me chamava de moreninha, não me via negra. Aos 22 anos quando assumi meu cabelo, fiz questão de começar a pesquisar esse tipo de tema”, explica Luany.

Para a blogueira, a afirmação de ser negra e ter orgulho de suas características negróides foi diferencial em sua vida. “Quando eu passei a entender sobre minha origem foi aí que tudo mudou! Passei a me amar cada vez mais. Então a transição capilar me ajudou não só na aceitação do meu cabelo, mas também na pessoa que sou hoje, uma mulher negra que se ama acima de tudo!”, afirmou.

Repassando o empoderamento para a próxima geração

Luany Cristina é mãe da pequena Ana Beatriz, de apenas 7 anos. Além dos penteados e cuidados com os cabelos, Luany passa na educação da filha algumas instruções sobre amor-próprio e tenta explicar como agir em situações de preconceito.

“Passo esses ensinamentos para que ela não venha sofrer tanto como eu sofri, e para que ela venha saber dos direitos dela. Faço questão de mostrar que a beleza natural é a coisa mais linda e que ela não precisa da opinião de ninguém para se sentir bonita. Tem que usar e fazer tudo que realmente gostar!”, contou.

O racismo é constante

O caso de racismo mais recente em que Luany foi vítima, não tem muito tempo, e aconteceu em um festival de música bastante conhecido. “Foi no Rock In Rio, quando uma das seguranças viu que eu estava com a pulseira vip e mesmo assim fez questão de me parar e conferir se ela estava realmente presa. Além de ter usado um tom totalmente grosseiro, apenas conferiu a minha e, no momento, haviam mais duas meninas comigo. Hoje em dia, eu falo, reclamo, mostro para pessoa que não é bem assim, não! E se a situação for muito incômoda, eu procuro registrar o ato para que possa haver a denúncia na delegacia”, alertou Luany Cristina.

E por fim, Luany deixou uma mensagem de conscientização para o dia 20 de novembro: “Eu espero que um dia possa haver igualdade entre todas as raças e que isso não venha ser lembrado apenas em um dia comemorativo, mas, sim, TODOS OS DIAS! Enquanto isso, continuaremos aqui resistindo e lutando por um mundo melhor! Eu procuro fazer a minha parte para que as crianças de hoje e as que estão por vir possam ver a diferença neste país, resistindo até o último dia”, concluiu a diva.

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