Fique Diva - Giulia Escuri conta as dificuldades e aprendizados de aceitar o volume dos fios tipo 2: 'Meu cabelo ondulado se tornou minha identidade'

09/04/2018 / Publicado por Vitória Quirino

Giulia Escuri conta as dificuldades e aprendizados de aceitar o volume dos fios tipo 2: 'Meu cabelo ondulado se tornou minha identidade'

A estudante Giulia Escuri teve que largar a chapinha para conhecer seu cabelo ondulado

A estudante Giulia Escuri teve que largar a chapinha para conhecer seu cabelo ondulado

Giulia destaca a importância do uso de produtos específicos para as madeixas do tipo 2

Giulia destaca a importância do uso de produtos específicos para as madeixas do tipo 2

As técnicas de higienização dos fios sem sulfato foram o diferencial para ondas mais hidratadas e definidas

As técnicas de higienização dos fios sem sulfato foram o diferencial para ondas mais hidratadas e definidas

Mesmo depois de ouvir críticas, Giulia considera suas ondas como reflexo da sua identidade

Mesmo depois de ouvir críticas, Giulia considera suas ondas como reflexo da sua identidade

A aceitação dos fios naturais não é uma exclusividade das crespas e cacheadas. Saber tratar corretamente do seu tipo de curvatura é essencial para um resultado satisfatório, e as onduladas também estão incluídas nisso. Giulia Escuri é estudante de jornalismo e conhece bem as dificuldades de lidar com o volume e as ondulações dos fios. A sua relação com o cabelo nem sempre foi das melhores e recorrer à chapinha para arrumar as madeixas era uma atitude comum. Aos 17 anos, depois de uma coloração mal sucedida, percebeu que o tipo 2 também precisa de cuidados específicos. E hoje aos 21, a estudante afirma que suas ondas fazem parte de sua identidade.

FD: Conta um pouco da sua relação com o seu cabelo, como era quando criança e qual era a sua relação com ele?

Quando eu era criança a minha mãe cuidava do meu cabelo, mas não era tão ondulado quanto é hoje. Ele era mais liso e aos poucos foi ondulando. O meu problema com meus fios surgiu na pré-adolescência. Acontecia bastante de não me sentir bonita por conta do cabelo. Eu me comparava com minhas amigas, que eram lisas, e achava que elas eram mais bonitas por isso. Então, a partir dos 12 anos comecei a alisar meu cabelo com a chapinha quase todos os dias. Eu lavava e esperava secar naturalmente, porque eu não sabia usar o secador. Depois ficava umas 2 horas passando a chapinha.

Eu fiz isso por muito tempo, até porque eu também achava que o cabelo super escorrido estava na moda. Minha mãe também me incentivava – e ainda me incentiva – a passar chapinha, mas naquela época eu acabava acatando e achava que eu realmente ficava mais bonita com os fios lisos e pensava que meu rosto, que é pequeno, não combinava com meu cabelo cheio.

FD: Como você costumava cuidar e arrumar seus fios antes?

Meu cabelo sempre foi muito cheio e eu não sabia tratar. Acabava fazendo as mesmas coisas que minha mãe fazia no dela, que é alisado por processos químicos. Eu lavava o cabelo e não passava nenhum finalizador ou creme de pentear e isso deixava meus fios com aspecto ressecado.

Durante o dia-a-dia, antes de ir para a escola, por exemplo, eu o penteava seco. Meu cabelo abria todo, ficava sem ondas e aparentemente maltratado. E por isso, na minha pré-adolescência, auge de toda a autoestima baixa, me colocaram o apelido de Bethânia. Naquela idade você quer se sentir a Demi Lovato, mas eu era a Maria Bethânia. (risos)

FD: O que te impulsionou a começar a tratar seu cabelo ondulado corretamente?

Eu descolori as pontas do meu cabelo com uns 17 anos porque queria usar o ombré hair. Durante o processo saiu fumaça dos fios, apesar de nunca ter usado química nenhuma. Depois da descoloração minhas madeixas ficaram elásticas, ressecadas e a cor ficou horrível. Nessa época, eu vivia de chapinha porque as minhas ondas ficaram acabadas. Eu arrumei assim por um tempo até cortar toda a ponta que foi destruída e decidir optar pelo cabelo natural.

FD: Como foi a decisão de abandonar a chapinha e quais foram as maiores dificuldades?

Eu decidi deixar a chapinha depois de entender como meu cabelo funcionava, que eu precisava usar finalizadores e aceitar meu volume. Além disso, também percebi que para usar a prancha gastava mais de duas horas do meu tempo, fazia mal para os fios, destruía a minha autoestima e me cansava muito.

As minhas maiores dificuldades foram começar a acertar o tipo de finalização, shampoo e condicionador que fariam bem para o meu tipo de cabelo. E também deixar a praticidade de já acordar com os fios prontos e não ter que usar nada neles antes de sair. Também tive que lidar com as críticas da minha família, que acham feio quando minhas madeixas estão com volume. Já tive que ouvir coisas do tipo: “essa garota não penteia mais o cabelo”.

FD: O que mudou depois que você entendeu as necessidades dos seus fios?

Eu fiz cronograma capilar e meu cabelo é outro hoje em dia. Depois que eu comecei a tratá-lo melhor, a minha autoestima mudou completamente. Me sinto mais segura com quem eu sou e com o que eu penso. Meu cabelo ondulado se tornou a minha identidade! Não me vejo mais bonita com ele 100% liso. Há pouco tempo usei a chapinha para ver como ficava e também por pressão da minha mãe para ir a um casamento. Eu não me reconheci com os fios escorridos, então entendi que eu já não me sinto bonita sem o meu volume.

 

FD: Qual tratamento você acha que faz a maior diferença para as ondas?

Estou há dois meses fazendo Low Poo e parece que o cabelo está muito mais hidratado e as ondas mais definidas. O shampoo e condicionador que uso também são específicos para o tipo 2. Além disso, também uso um gel de finalização antes de sair, ao invés de pentear as madeixas secas. Isso faz uma diferença enorme para o cabelo ondulado e volumoso, pois o gel não tira o volume e deixa um resultado mais alinhado e definido, sem deixar a raiz oleosa.

FD: Como sua família reagiu com a sua aceitação dos fios naturais?

Hoje, a minha família já se acostumou, mas no início era complicado. O cabelo ondulado fica num meio termo, que não é liso e nem cacheado. Então, eles se perguntavam porquê eu não passava logo a chapinha, que reduziria o volume e daria uma forma “normal” a ele.

Até hoje a minha mãe ainda tenta me convencer a fazer progressiva para reduzir o volume e meu pai se limitou a não falar mais nada. Mas mesmo que eles falem algo esporadicamente, eu não dou mais importância, porque eu me sinto bem com o meu cabelo.

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