Fique Diva - Antes de assumir os cachos, Rodrigo Oliveira usava boné para esconder seu cabelo: 'Um constrangimento horrível'

29/07/2016 / Publicado por Nayanne Louise

Antes de assumir os cachos, Rodrigo Oliveira usava boné para esconder seu cabelo: 'Um constrangimento horrível'

Assim como muitos jovens que cresceram no final da década de 90 e 2000, quando rolou o "boom" dos alisamentos, Rodrigo Oliveira tinha vergonha do cabelo crespo e preferia manter os caracóis escondidos ou quase imperceptíveis

Assim como muitos jovens que cresceram no final da década de 90 e 2000, quando rolou o "boom" dos alisamentos, Rodrigo Oliveira tinha vergonha do cabelo crespo e preferia manter os caracóis escondidos ou quase imperceptíveis

Já parou para pensar que os homens crespos também sofrem preconceito pelo tipo de fio? O processo de aceitação capilar não é um assunto só do universo das cacheadas, não! Muitos meninos de cabelo afro já contaram aqui no Fique Diva que passaram anos de suas vidas raspando a cabeça por achar que um visual com “boa aparência” era o batidinho. Como prova disso, vamos contar a história do Rodrigo Oliveira, que depois de muito relutar, decidiu se libertar de um acessório que costumava usar para esconder o encaracolado e deixá-lo crescer. Confira!  

‘Usava boné todos os dias para esconder meu cabelo’

Assim como muitos jovens que cresceram no final da década de 90 e 2000, quando rolou o “boom” dos alisamentos, Rodrigo tinha vergonha de seu cabelo crespo e preferia manter os caracóis escondidos ou quase imperceptíveis: “Passei minha adolescência toda usando boné para esconder meu cabelo e odiava que alguém, por qualquer motivo, tirasse ele da minha cabeça. Isso me trazia um constrangimento horrível”, lembrou. Foi quando em junho de 2015, o jovem de 23 anos tomou a decisão mais extraordinária da vida dele, como definiu: “Estava cansado de cortar o cabelo batidinho como todos os homens e resolvi experimentar deixar crescer”, contou.

Conforme os cachinhos começaram a crescer e ganhar formato, o gato de Mogi das Cruzes, Sõ Paulo, ainda não se sentia confortável para mostrá-los, mesmo sabendo que a ideia de assumir era definitiva: “Acabei revelando quando fui fazer o ENEM e não era permitido usar boné durante a prova. Foi muito bacana, pois fui surpreendido com muitos elogios aos cachos que estavam crescendo”, relembrou.

'Passei minha adolescência toda usando boné para esconder meu cabelo e odiava que alguém, por qualquer motivo, tirasse ele da minha cabeça. Isso me trazia um constrangimento horrível'. lembrou

'De várias formas as pessoas tentaram me ferir, dizendo que meu cabelo era ruim, que tinha mal cheiro. Realmente onde um crespo passa chama atenção, tanto dos que admiram quanto dos preconceituosos', afirmou o jovem

'Passei minha adolescência toda usando boné para esconder meu cabelo e odiava que alguém, por qualquer motivo, tirasse ele da minha cabeça. Isso me trazia um constrangimento horrível', lembrou Rodrigo Oliveira

Assim como muitos jovens que cresceram no final da década de 90 e 2000, quando rolou o "boom" dos alisamentos, Rodrigo tinha vergonha de seu cabelo crespo e preferia manter os caracóis escondidos ou quase imperceptíveis

Desde de que aposentou o boné, Rodrigo começou a cuidar dos fios. Hoje em dia ele desfila um black muito bonito, hidratado e com caracóis de dar inveja em muito marmanjo por aí

O preconceito com o cabelo crespo

Há quem pense que o preconceito é uma bobagem, que não existe mais ou que as pessoas se vitimizam para ganhar ibope, fique sabendo: o preconceito é diário. Está em cada olhada torta e silenciosa, em cada comentário maldoso na rua e até nas brincadeiras (que não tem a menor graça) entre amigos. “Uma vez estava em um shopping com uma menina linda, que também tinha o cabelo cacheado e volumoso como o meu, ou seja, chamávamos muita atenção. Quando paramos na fila pra pagar o estacionamento, um casal atrás de nós estava rindo e fazendo comentários sobre nosso cabelo entre eles. Mas de nenhuma forma perdi a cabeça ou ofendi os dois”, disse.

“De várias formas as pessoas tentaram me ferir, dizendo que meu cabelo era ruim, que tinha mal cheiro. Realmente onde um crespo passa chama atenção, tanto dos que admiram quanto dos preconceituosos”, afirmou o jovem.

O dia a dia de cuidados de um homem cacheado também não é moleza não!

Desde de que aposentou o boné, Rodrigo começou a cuidar dos fios. Hoje em dia ele desfila um black muito bonito, hidratado e com caracóis de dar inveja em muito marmanjo por aí. “Faço hidratação pelo menos duas vezes por semana, lavo dia sim, dia não. Mas nunca fiz reconstrução, porque tive uma experiência ruim com o processo caseiro, prefiro usar máscaras que já têm essa função”, disse.

Para Rodrigo, a parte mais difícil do cacheado é dormir com ele lindo e acordar com os cachos amassados e sem definição. “Todo dia uso o pente garfo para dar um volume bacana. Se for necessário, dou uma leve umedecida e passo um pouco de creme para pentear e, novamente, uso o pente”, revelou.

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