Fique Diva - Depois de alisar os cabelos por quase 10 anos, Paula Marini decidiu assumir os cachos e defende os fios naturais: 'Vejo o quanto valeu o tempo de espera e resistência'

04/05/2018 / Publicado por Marina Couto

Depois de alisar os cabelos por quase 10 anos, Paula Marini decidiu assumir os cachos e defende os fios naturais: 'Vejo o quanto valeu o tempo de espera e resistência'

Paula Marini alisou o cabelo por quase 10 anos e repensou a transição capilar por trabalhar em uma empresa mais formal

Paula Marini alisou o cabelo por quase 10 anos e repensou a transição capilar por trabalhar em uma empresa mais formal

Paula Marini fazia escova definitiva, até perceber que os fios estavam muito fragilizados e com as pontas ralas

Paula Marini fazia escova definitiva, até perceber que os fios estavam muito fragilizados e com as pontas ralas

Na transição capilar, Paula cortou os cabelos aos poucos até os cachos ficarem na altura do ombro

Na transição capilar, Paula cortou os cabelos aos poucos até os cachos ficarem na altura do ombro

Com os cabelos mais curtos e cacheados, Paula aposta em reconstrução e ama deixar os fios mais volumosos!

Com os cabelos mais curtos e cacheados, Paula aposta em reconstrução e ama deixar os fios mais volumosos!

Muitas mulheres desistem ou nem cogitam fazer transição capilar por medo de não saber lidar com os cachos. No entanto, alguns fatores externos também influenciam bastante na decisão de assumir os fios naturais. Foi o que aconteceu com a Paula Marini. O emprego mais formal que tinha e até comentários na família balançaram os planos da jovem, mas ela seguiu em frente e atualmente tem muito orgulho das próprias origens. Em um bate-papo com o Fique Diva, Paula conta tudo sobre o processo e o que aprendeu durante o período. Confira!

FD: O que você fazia e como cuidava do seu cabelo antes da transição capilar?

Eu fazia escova definitiva desde os 16 anos, foram quase 10 anos de química. A cada seis meses, retocava a raiz e assim meu cabelo foi ficando mais ralo, frágil e sem vida. Nesse tempo, eu também não tinha muito cuidado com os fios, parecia mais prático, então só fazia o alisamento e raramente uma hidratação em casa mesmo.

FD: Há quanto tempo você está em transição e o que te motivou a assumir o cabelo natural?

Bem no início de 2016, eu já pensava em assumir meus fios, mas por trabalhar em um ambiente bem formal, minha mãe me convenceu a fazer o retoque mais uma vez e assim o fiz, em fevereiro. Assim que entrou o mês de março fui desligada da empresa e eu tive de recomeçar, me reconhecer. Foi um processo de dentro pra fora e de grandes mudanças, e uma delas foi deixar o cabelo ficar natural e ser quem eu sou sem me importar com o que os outros pensam.

Durante o ano de 2016, o que aparecia mais era a raiz, mas em 2017 os fios eram “metade da mãe e metade do pai” como eu dizia (rs). Eu ficava muito ansiosa e cortava as pontas do cabelo trimestralmente, até que em setembro do mesmo ano eu decidi tirar toda a parte lisa, já que os cachos já chegavam quase no ombro.

FD: Já pensou em desistir alguma vez? O que fez você mudar de ideia?

Durante toda a transição eu estive bem focada, nunca pensei em desistir. Mas, em inúmeros eventos mais sociais, eu fazia escova em casa mesmo, só por achar que o cabelo não combinava com as roupas.

FD: Sentiu que mudou alguma coisa na sua rotina ou no seu estilo (roupa, maquiagem, etc) quando entrou na transição capilar?

Mudou muito! Hoje me sinto extremamente mais segura e estilosa. Inclusive, em dezembro do ano passado, fui a um casamento pela primeira vez com o cabelo cacheado, bem armado e com um vestido maravilhoso longo, como nunca tinha usado.

FD: Antes você tinha o cabelo bem comprido e agora exibe os fios mais curtinhos, certo? Sente alguma diferença nos cuidados com os cabelos, por causa do comprimento?

Durante o tempo que fazia definitiva fui cortando o cabelo cada vez mais, porque as pontas ficavam pavorosas. Então, em 2016, eu já estava com o cabelo mais curto. Hoje ele já está do mesmo tamanho quando estava liso, porém, com os cachos ele diminui um pouquinho. Eu não tenho nenhum cuidado específico por conta do comprimento, mas “amasso” bastante pra ele ficar mais curto e mais cheio.

FD: Como é a sua rotina com os cachos? Tem alguma receita caseira ou tratamento que não abre mão?

Meu cabelo é bem oleoso, então lavo dia sim e não, sempre com linha para cabelo cacheado, do shampoo ao finalizador. Quinzenalmente, pelo menos, faço massagem reconstrutora. Quando não lavo o cabelo, não abro mão do umidificador para deixar ele como no dia da lavagem. Em dias que tenho mais tempo uso difusor para deixar ele bem armado e fica incrível.

Hoje meu cabelo é muito mais saudável, brilhoso e vivo. Eu tenho prazer de cuidar, de ver que ele está hidratado! Ainda estou aprendendo muita coisa, pesquiso tratamentos e formas de hidratar, mas algo que guardo no coração é não secar com toalha por causa do frizz.

FD: Já sofreu algum tipo de preconceito ou crítica por causa do cabelo? Se sim, como foi?

Sofri preconceito e muitos olhares maldosos por sempre estar aparentemente descabelada, até minha mãe falava às vezes. Foi um processo doloroso, porque o que o espelho te mostra não te agrada também, mas você precisa ser forte e focada para enfrentar os olhares, ainda mais se não gosta de sair com o cabelo preso. Os obstáculos foram difíceis, mas enfrentei em paz, percebi que eu estava mudando e já me sentia com mais luz com a minha essência mudando.

FD: Tem alguma dica que queira deixar para as nossas leitoras que também estão em fase de transição?

Para nós mulheres, o cabelo é algo que faz parte da nossa satisfação, independentemente da forma como gosta dele. É parte da nossa expressão, personalidade e essência. Estejam seguras com a transição, é uma etapa de autoconhecimento e (re)descobertas. Aproveitem para fazer transições na vida, porque é um momento de muito crescimento e vocês merecem esse renovo.

Para algumas pessoas pode parecer uma coisa boba, mas é parte de nós, é nossa essência, nossa genética. Valorize quem vocês realmente são. Hoje em dia me sinto mais livre, leve e amada como sou, por mim mesma. Não me importo com as opiniões alheias e vivo cada dia mais encantada com os cachos que eu fiquei tanto tempo ser ver. Babo mesmo e vejo o quanto valeu o tempo de espera e resistência. Acreditem e tenham força!

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