Fique Diva - Empoderamento, bullying e respeito ao próximo: saiba como conversar sobre esses temas com os seus filhos!

12/05/2017 / Publicado por Marina Couto

Empoderamento, bullying e respeito ao próximo: saiba como conversar sobre esses temas com os seus filhos!

É preciso mostrar, desde cedo, que todos os filhos podem ajudar nas tarefas de casa

É preciso mostrar, desde cedo, que todos os filhos podem ajudar nas tarefas de casa

Empoderar as meninas é mostrar e criar possibilidades para que elas possam ser, fazer e estudar aquilo que quiser

Empoderar as meninas é mostrar e criar possibilidades para que elas possam ser, fazer e estudar aquilo que quiser

O bullying está presente nas escolas, na rua e até mesmo dentro de casa

O bullying está presente nas escolas, na rua e até mesmo dentro de casa

Para lidar com o bullying, fique atenta às atitudes e às reações do seu filho

Para lidar com o bullying, fique atenta às atitudes e às reações do seu filho

Procure conversar com seus filhos sobre as novas configurações familiares e ensine-o a respeitar as diferenças

Procure conversar com seus filhos sobre as novas configurações familiares e ensine-o a respeitar as diferenças

As relações de afeto entre as pessoas é que definem a família, seja qual for o parentesco entre elas

As relações de afeto entre as pessoas é que definem a família, seja qual for o parentesco entre elas

Temas como empoderamento, bullying, família e respeito ao próximo são muito discutidos nas escolas e nas redes sociais. Mas será que as mães e os pais sabem lidar com essas questões com seus filhos? Além de um diálogo aberto, é preciso saber ouvir e mostrar as diferentes possibilidades em um convívio social. Para esclarecer algumas dúvidas e ajudar nessas reflexões, o Fique Diva convidou a pedagoga, psicóloga e mestre em Educação Infantil Marcia Gil. Confira!

1 - Hoje em dia, principalmente em relação às meninas, se fala muito em empoderamento e amor-próprio. Como as mães podem trabalhar a autoestima dos seus filhos e filhas para que eles cresçam mais confiantes e seguros?

Não só as mães, mas todas as pessoas do convívio social podem ajudar nessa perspectiva de autoestima e empoderamento. Em casa, para quem tem filhos e filhas, é importante mostrar que não existe divisão, em que os meninos não precisam fazer nada, enquanto as meninas precisam aprender a cozinhar, lavar louça e fazer outras tarefas do lar. Todos eles podem ajudar!

Sobre empoderamento, é bom trabalhar essa questão conversando com as meninas de que elas podem ser, fazer e estudar aquilo que elas quiserem. É preciso acabar com o estigma de que mulher não pode lidar com cálculos, ciências tecnológicas e outras áreas que não são estimuladas para o público feminino. O papel de quem está ao redor é esse, mostrar as possibilidades. Porém, mais do que falar, é importante criar condições para que essas coisas de fato aconteçam, seja em casa, na escola, onde for.

2 - No ambiente escolar e até mesmo nas famílias, o bullying ainda é um tema muito presente. Como identificar se o seu filho ou filha está sendo vítima de algum ato de violência e o que fazer para tentar resolver a situação?

Geralmente, as crianças que sofrem bullying tendem a ficar mais fechadas, mostrar sinais de depressão, não querer ir à escola. Em casos mais extremos, como agressões físicas, as pessoas podem começar a usar roupas que escondam essas marcas. Você precisa estar atento e conhecer bem o seu filho, pois esses comportamentos podem indicar uma possibilidade.

O bullying é uma coisa séria, é muito presente nas escolas, por conta do grande número de crianças e adolescentes juntos, mas pode acontecer em casa, na rua e, inclusive, entre irmãos. É sempre bom conversar com os filhos sobre as diferenças e que é preciso valorizá-las e respeitá-las. São elas que nos formam e, portanto, esse olhar cuidadoso e essa atenção são fundamentais.

3 - Existem vários tipos de configuração familiar atualmente, em que o papel de pai e mãe é bem relativo. Como os pais e educadores devem se preparar para trazer essa discussão à tona com seus filhos e alunos?

Família é um conceito que envolve afeto. Então, onde você tem pessoas com laços afetivos, que tenham uma proximidade e uma convivência contínua, você tem uma família. Podemos falar de famílias com pessoas do mesmo sexo, com dois pais ou duas mães, ou ainda outras configurações familiares, e as pessoas têm que saber lidar com isso da melhor maneira possível.

Fomos acostumados com a ideia de que a família só pode ser de um jeito: pai, mãe e filhos. Mas hoje temos múltiplas possibilidades. É um exercício que não é simples, mas que precisa ser feito, no sentido de garantir o direito e a existência de todos, com as opções de cada um, com suas possibilidades e limites. Temos que entender que o respeito ao outro é fundamental em uma vida em sociedade. Somos cidadãos que precisam ser respeitados pelas suas escolhas. Isso é fundamental.

4 - E em relação às datas comemorativas, como dia das mães e dos pais, o que fazer quando a criança não tem a presença materna ou paterna dentro de casa? Ou ainda, quando os pais trabalham fora e não podem estar tão presentes nas festinhas de escola? Qual é a sua opinião a respeito?

Eu sou contra a essas festinhas, justamente porque elas causam problemas. Existem crianças que perderam suas mães e vivem com as avós, outras perderam os pais ou sequer conheceram uma figura paterna. Sem contar ainda as diferentes configurações familiares, como falamos acima.

A minha posição é que essas festas não devem fazer parte do calendário escolar e isso não exclui a família, o valor da mãe ou do pai, de jeito nenhum. Uma proposta que tem acontecido em várias escolas, que é bastante interessante, é que se façam as festas da família. Nesses eventos, são valorizadas as pessoas com as quais as crianças tenham afeto, sejam mães, pais, avós, tios, madrinhas, não importa a relação de parentesco. O que importa é a relação de afeto.

E, por falar em família, é muito ruim pensar também que ela só pode estar presente no dia específico de uma certa festividade. Ela pode participar de diferentes projetos do contexto escolar, ser mais ativo na formação escolar do filho. Essa é a grande valorização e um caminho que vem ganhando força.

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