Fique Diva - Especial Dia da Consciência Negra: Nana Freitas conta como foi seu processo de aceitação

21/11/2017 / Publicado por Vitória Quirino

Especial Dia da Consciência Negra: Nana Freitas conta como foi seu processo de aceitação

Nana Freitas foi a segunda embaixadora Niely a compartilhar suas experiências no Especial Dia da Consciência Negra com o Fique Diva

Nana Freitas foi a segunda embaixadora Niely a compartilhar suas experiências no Especial Dia da Consciência Negra com o Fique Diva

Nana Freitas comentou a relação da aceitação do seu cabelo com o empoderamento

Nana Freitas comentou a relação da aceitação do seu cabelo com o empoderamento

A influenciadora é cacheada há um ano e destaca sua transição capilar como momento chave para aceitação de suas raízes

A influenciadora é cacheada há um ano e destaca sua transição capilar como momento chave para aceitação de suas raízes

A pressão do preconceito no colégio teve impacto na aceitação de suas raízes

A pressão do preconceito no colégio teve impacto na aceitação de suas raízes

'Hoje, se alguém falar sobre o meu cabelo, levanto a minha cabeça, ignoro e sigo em frente porque ninguém sabe da minha história, sou mais forte do que esse preconceito', disse Nana Freitas 

'Hoje, se alguém falar sobre o meu cabelo, levanto a minha cabeça, ignoro e sigo em frente porque ninguém sabe da minha história, sou mais forte do que esse preconceito', disse Nana Freitas 

Para Nana Freitas o Dia da ConsciênciaNnegra é um momento para refletirmos sobre nós, a nossa luta e a força que temos

Para Nana Freitas o Dia da ConsciênciaNnegra é um momento para refletirmos sobre nós, a nossa luta e a força que temos

O preconceito com os cabelos crespos e cacheados começa na infância e permeia a vida de milhares de mulheres negras em todo Brasil. O racismo velado em comentários e disfarçado como brincadeira é um assunto muito sério e tem total impacto na autoestima e no crescimento da comunidade negra em geral. A segunda embaixadora a compartilhar suas experiências no Especial Dia da Consciência Negra com o Fique Diva comentou a relação do cabelo com o empoderamento. Nana Freitas é cacheada há um ano e destaca sua transição capilar como momento chave para aceitação de suas raízes.

FD: Hoje, depois do seu empoderamento e processo de aceitação, como você lida com o preconceito?

Nana: Para começarmos o nosso bate-papo sobre preconceito, vou voltar aos meus 12 anos de idade. Um dos motivos por ter alisado o meu cabelo, foi pela falta de informação e tabu que a sociedade colocava que para um cabelo ser considerado bom, precisava ser liso. O meu era enorme, todo cacheado e volumoso, eu fazia parte da minoria de meninas negras e com cabelo cacheado do colégio, da turminha que todos riam e colocavam apelidos ofensivos por não seguir o tal “padrão”. Foi um dos primeiros preconceitos que sofri, me escondia e tinha vergonha do meu cabelo maravilhoso. Eu basicamente não me aceitava como era.

Depois de 12 anos me escondendo em um cabelo liso, algo que não me pertencia, eu finalmente consegui me aceitar, me amar e hoje sou uma mulher empoderada e que aceita suas características naturais. Hoje, se alguém falar sobre o meu cabelo, levanto a minha cabeça, ignoro e sigo em frente porque ninguém sabe da minha história, sou mais forte do que esse preconceito.

Eu sempre levo uma frase da Maíra Cintra comigo: “O segredo é não retribuir, não se abalar e não responder qualquer tipo de agressão. Tudo que for pobre de conteúdo, vazio de compreensão ou que não corresponda ao tamanho da sua sensibilidade, nunca será digno de sua perda de tempo”.

FD: A transição capilar também foi importante para você assumir suas raízes? Conta como assumir seus cachos mudou a forma como você se enxergava.

Nana: A transição capilar foi a melhor escolha da minha vida! Claro que não tive a coragem de fazer o Big Chop que muitas meninas fazem para voltar aos cachos. Fiquei dois anos cortando o cabelo escondido de todos e fazendo escova, porque ainda não tinha me aceitado completamente. Me achava feia ao ver duas texturas no meu cabelo. Depois de dois anos passando pela transição, resolvi assumir o meu cabelo, e fui deixando-o natural, hidratando e fazendo reconstrução nos fios para voltar ao formato original dos cachos.

Nessa época de transição eu fui me conhecendo, acabando com os preconceitos que eu tinha comigo mesmo, fui me tornando forte. Aprendi a amar o meu cabelo e, consequentemente, as minhas raízes. Eu sempre brinco dizendo que a Nana de hoje não é a mesma de antigamente. Cresci e evolui!

FD: O que o dia da consciência negra representa para você?

Nana: Vejo esse dia como um momento para refletirmos sobre nós, a nossa luta e a força que temos, sobre quem você é. Esse dia deve ser de reflexão não apenas para os negros, mas também para outras etnias, para que seja pensado a forma como agimos com os outros e também o saber se colocar no lugar do próximo. Tem uma frase do Nelson Mandela que diz tudo: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

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