Fique Diva - Ana Carla Santos conta sua experiência com a maternidade e como sua a mãe a inspirou na vida: 'Minha primeira diva'

10/05/2018 / Publicado por Marina Couto

Ana Carla Santos conta sua experiência com a maternidade e como sua a mãe a inspirou na vida: 'Minha primeira diva'

Para Ana Carla Santos, a maternidade foi uma das melhores coisas que aconteceu na sua vida

Para Ana Carla Santos, a maternidade foi uma das melhores coisas que aconteceu na sua vida

Ana Carla Santos fez o big chop quando estava grávida de 3 meses

Ana Carla Santos fez o big chop quando estava grávida de 3 meses

Para cuidar dos cachinhos do filho, Ana Carla aposta em cuidados específicos

Para cuidar dos cachinhos do filho, Ana Carla aposta em cuidados específicos

Para Ana Carla, sua mãe é exemplo de força e empoderamento, sua primeira diva!

Para Ana Carla, sua mãe é exemplo de força e empoderamento, sua primeira diva!

O Dia das Mães se aproxima e nada melhor do que curtir a data com aquela que nos criou. No entanto, nem todo mundo pode estar pertinho de quem ama. É o caso de Ana Carla Santos, que perdeu a mãe por causa de um câncer há 5 anos, mas faz questão de manter a memória dela sempre viva - afinal, ela é e sempre será a sua primeira diva! Em entrevista ao Fique Diva, Carla conta como a mãe a inspirou a ser mais empoderada, como foi passar pela transição capilar em plena gravidez e como a maternidade mudou a sua vida. Confira!

FD: Conte um pouco sobre a sua relação com a sua mãe e porque ela é considerada a sua primeira diva.

Minha relação com a minha mãe, Teresa, sempre foi de muita cumplicidade e amizade. Contava tudo que acontecia comigo e às vezes esquecia que quem estava ali era a minha mãe! Sou a mais velha de 7 filhos - 1 menino e 6 meninas - e não me lembro de um dia que ela tenha deixado de dizer o quanto nos amava. Ela era durona, mas me fazia rir como ninguém. Brincava na rua com a gente e, mesmo depois que casei, ela não abria mão de ser moleca.

Criou todos os filhos sozinha, sem um homem do lado, e trabalhava no mangue arrancando mariscos todos os dias. Chegava em casa cheia de lama, mas tomava banho, limpava as unhas e ficava linda e cheirosa como só ela sabia ser… Tinha corpo de menina, de dar inveja a qualquer adolescente, e muita gente não acreditava que ela fosse minha mãe, de tão jovem e bonita. Era uma diva!

Ela morreu há 5 anos, por causa de um câncer, mas mesmo doente não perdia a vaidade, era admirada por todos que a conheciam. Minha mãe foi minha primeira diva porque me ensinou desde cedo a me amar, a me cuidar, a me achar linda e a não deixar que ninguém me dissesse o contrário. E quando a perguntavam sobre seu propósito na vida, ela respondia sempre: nasci para ser mãe!

FD: Muitos dos nossos cuidados com o cabelo e a pele vêm do exemplo das nossas mães. Tem algum tratamento que sua mãe sempre fazia que você acabou incluindo na sua rotina também?

Sim! Minha mãe sempre gostou de cuidar muito da pele. Lembro dos rituais que ela tinha à noite, de hidratar sempre mãos, cotovelos e joelhos. As unhas também estavam sempre compridas e esmaltadas, apesar de sua profissão como marisqueira. Uma boa parte dos cuidados que tenho com o cabelo são as receitinhas caseiras que ela fazia. Meu marido até hoje fala que sou um poço de vaidade por causa da minha mãe!

FD: Você passou pela transição capilar, certo? Como foi o processo? Fez big chop? Como sua mãe reagiu durante o período?

Tive cabelo cacheado e comprido a minha vida toda e minha mãe sempre teve orgulho dos meus cachos, porém, depois de casada, cortei e alisei. A transição foi muito difícil, principalmente porque eu tinha muito amor e cuidado com os cabelos. Era muito elogiada por causa dos fios, por isso me ver com duas texturas foi muito tenso.

Não prolonguei o processo, fiquei 6 meses e logo cortei tudo, comecei do zero. Minha mãe não chegou a me ver com o cabelo natural novamente, mas sei que ela ficou feliz e me deu forças para enfrentar o pós-BC.

FD: E depois da transição, como passou a cuidar das suas madeixas?

Eu faço um cronograma capilar bem específico, principalmente após descolorir, porque meus fios tendem a ficar mais porosos e absorver mais produtos. Faço cauterização uma vez por mês com os produtos da Niely, pois são os que mais dão resultado para mim na etapa da reconstrução. Além disso, também faço muito receita caseira que aprendi com a mamãe! 

FD: Já sofreu algum tipo de preconceito por causa do cabelo? Se sim, como reage às críticas?

Quando fiz o meu big chop, estava grávida de 3 meses. Não tinha ânimo para nada, fiquei muito enjoada, aí juntou com o BC, já viu né? Autoestima lá embaixo! Eu via os olhares estranhos na rua e no trabalho, mas me marcou quando uma colega que trabalhava comigo cochichou com outra pessoa que eu estava assustadora.

Fui para o banheiro da empresa e chorei muito, mas também não sou muito de autopiedade não. Minha mãe sempre me dizia que as pessoas só podem fazer com a gente o que nós permitimos e, portanto, não me deixei abater não.

FD: Seu filho também tem cabelos crespos. Como faz para cuidar dos fios deles? Tem alguma dica que queira passar para nossas leitoras?

O cabelo dele é mais para o cacheado, tipo 2B e 2C. Como ele é muito pequeno ainda, lavo com um shampoo de bebê mesmo, condiciono e evito passar creme para pentear. Intercalo as lavagens, porque o fio dele é mais oleoso e vez ou outra faço uma hidratação infantil só para não ressecar. Não dá para fazer muito por conta da idade.

FD: Aproveitando o Dia das Mães, o que para você é mais incrível e o que é mais difícil na maternidade?

Tenho um menino de 9 meses. Tentei engravidar por algum tempo e nada acontecia, era muito triste. Mas quando descobri a gravidez foi mágico! Eu curto tudo em ser mãe e procuro não me queixar porque fui abençoada.

Quando eu estava grávida, sempre pensava ‘Cara, que louco, tem uma pessoa dentro de mim!’. É muito especial, não dá para falar de uma coisa só, é tudo maravilhoso. A parte mais difícil é ver ele doente, é muito pesado. Mas também tenho uma marido que faz direitinho a parte dele, não me sinto sobrecarregada e nem cansada. Já estamos até planejando o segundo. Ser mãe é bom demais!

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