Fique Diva - Especial Dia da Consciência Negra: Jeniffer Nascimento experimentou o preconceito após a transição capilar

22/11/2017 / Publicado por Vitória Quirino

Especial Dia da Consciência Negra: Jeniffer Nascimento experimentou o preconceito após a transição capilar

Jeniffer Nascimento é a terceira entrevistada do Especial Dia da Consciência Negra

Jeniffer Nascimento é a terceira entrevistada do Especial Dia da Consciência Negra

 Jeniffer Nascimento contou um pouco sobre sua infância e transição capilar

Jeniffer Nascimento contou um pouco sobre sua infância e transição capilar

Para Jeniffer Nascimento, a transição capilar é um período de metamorfose, de se conhecer de dentro para fora, se despir da vaidade e aceitar quem você realmente é

Para Jeniffer Nascimento, a transição capilar é um período de metamorfose, de se conhecer de dentro para fora, se despir da vaidade e aceitar quem você realmente é

O Dia da Consciência Negra para Jeniffer Nascimento é um momento de autorreflexão

O Dia da Consciência Negra para Jeniffer Nascimento é um momento de autorreflexão

Jeniffer Nascimento conta que a partir do momento que entendeu o que era esse processo de transição capilar, começou a transição em diversos aspectos da vida também

Jeniffer Nascimento conta que a partir do momento que entendeu o que era esse processo de transição capilar, começou a transição em diversos aspectos da vida também

'O cabelo mudou muita coisa em mim, o estilo de me vestir, me deu mais força, e também abriu meus olhos para essas situações de preconceito', disse Jeniffer Nascimento

'O cabelo mudou muita coisa em mim, o estilo de me vestir, me deu mais força, e também abriu meus olhos para essas situações de preconceito', disse Jeniffer Nascimento

Com a ascensão social do negro, as formas de racismo velado ficam mais elaboradas e, talvez por esse motivo, muitas crianças e adultos negros que crescem com mais oportunidades têm dificuldade em enxergar o preconceito. Essa foi a realidade da nossa diva Jeniffer Nascimento, que é a terceira entrevistada do Especial Dia da Consciência Negra. Jeniffer contou um pouco sobre sua infância e transição capilar, acompanhe!

FD: Você já vivenciou algum tipo de racismo ou preconceito?

Jeniffer: Infelizmente eu já fui vítima de preconceito, sim. Antigamente não sofria tanto porque mesmo sendo uma mulher negra, cresci em um ambiente de classe média e estudei em escola particular, então a realidade era diferente e meus pais nunca falaram sobre essa questão racial comigo. Sabe aquela velha historia: se você não sabe, não existe? Como sempre fui muito comunicativa, extrovertida, sempre tive muitos amigos, e eles que me defendiam. Comecei a perceber o preconceito depois da minha transição capilar, quando assumi meu cabelo black power. Já aconteceu do meu namorado pedir um táxi e quando eu fui levantar para entrar no carro, o motorista ir embora. De chegar no banco e mostrar o RG com a foto de cabelo liso e a atendente negar a transferência do dinheiro por achar que eu havia roubado a identidade.

O cabelo mudou muita coisa em mim, o estilo de me vestir, me deu mais força, e também abriu meus olhos para essas situações de preconceito. Como antes do empoderamento eu não passava por isso, eu fico sempre chocada quando acontece. O apoio do meu namorado foi essencial, porque ele se posicionava em todos momentos.

FD: Como a sua relação com o cabelo influenciou seu empoderamento?

Jeniffer: Sem dúvidas, a transição capilar é um período de metamorfose. De se conhecer de dentro para fora, se despir da vaidade e aceitar quem você realmente é. A partir do momento que eu entendi o que era esse processo, comecei a transição pela minha vida também. Pesquisei mais sobre minhas raízes, me interessei em saber sobre a minha história, me informe mais, para me empoderar mais e ser capaz de defender minhas ideias. Sem dúvida, minha transição capilar me influenciou muito nesse sentido.

FD: O que esse dia de conscientização significa para você?

Jeniffer: Acho uma pena ter que existir um dia para a humanidade ter que se tocar da nossa importância. Para mim, o Dia da Consciência Negra é um momento de mais reflexão ainda. Um dia que eu paro para pensar nos meus, que paro para agradecer meus antepassados que tiveram que passar por tantas coisas para que hoje eu possa ser livre no meu país. É um dia de autorreflexão total!

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